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  • Dra. Tathiane Nottoli Florio Bachichi

Asma na gestação

Asma acomete uma pequena parcela das gestante e tem evolução variada, ocorrendo melhora dos sintomas em um terço dos casos, piora em outro terço das pacientes e nenhuma alteração noas demais gestantes. As crises e sintomas recorrentes, podem levar a hipoxemia materna e diminuição da oferta de oxigênio para o feto implicando em complicações gestacionais como restrição do crescimento intrauterino e baixo peso ao nascer. Assim, o controle adequado da asma prevalece sobre possíveis riscos associados ao tratamento medicamentoso.


  • Sintomas:

A maioria dos casos de asma na gestação ocorrem em pacientes previamente asmáticas, portanto são mulheres que em algum momento já apresentaram sintomas e provavelmente conseguem reconhece-los. Destacam-se a tosse crônica, sibilância e opressão torácica, principalmente no período noturno e início da manha, que pioram na presença de estímulos como odor forte, poeira ou mudança de tempo.

Considera-se controlada quando há ausência de despertares noturnos e limitação das atividades físicas, com baixa frequencia de sintomas e uso de medicação de resgate menos que duas vezes por semana


  • Tratamento:


Assim como na asma em geral, o tratamento baseia-se na combinação de duas classes medicamentosas: corticosteroides associados aos broncodilatadores.


A terapia de manutenção deve ser realizada com os corticoides inalatórios, sendo a primeira escolha a Budesonida (droga classe B), associada ou não aos a broncodilatadores de longa duração, como o formoterol (categoria C).


Já durante as crises e períodos mais sintomáticos, o Salbutamol é o broncodilatador de resgate de escolha, apesar de categoria C. Nas crises graves deve-se ofertar oxigênio afim de manter a saturação > 92% com corticoides sistêmicos, via oral ou endovenosa.


A dor do trabalho de parto também pode desencadear crise e toda vigilância deve ser mantida sobre as gestantes asmáticas.


Como outras opções, podemos incluir Os antileucotrienos (montelucaste), categoria B.


Não há contra-indicações para o tratamento no período da amamentação.







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